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Como eu consegui meu estágio doutoral no Canadá

Lilian Carvalho por
- Post atualizado em: 25 ago 2014
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Livro autografado pelo meu supervisor canadense

Comecei a cursar doutorado em marketing na FGV-EAESP em 2012 e já na entrevista de seleção os professores me avisaram que, para os alunos do programa, o estágio doutoral (ou doutorado sanduíche) era parte obrigatória do curso. Naquela época eu já sabia que queria estudar psicologia evolucionista, mas não tinha a menor ideia de que meus interesses iriam me trazer a Montreal.

Muitos amigos e alunos me perguntam como é o processo para fazer estágio doutoral aqui no Canadá e se posso dar dicas, então aí vai um pouco da minha história e também alguns passos para ajudar quem tem interesse em vir pra cá.

O meu caso talvez possa inspirar vocês. Fiz uma lista de 1 a 30 das minhas opções de universidades e professores. A minha primeira opção era o professor Gad Saad, aqui da Concordia University em Montreal. Eu já tinha uma publicação em inglês em um congresso internacional e enviei um e-mail para ele questionando a possibilidade de aprender psicologia evolucionista e explicando como poderia ajudá-lo em pesquisas aqui no Canadá. Infelizmente, a primeira resposta que recebi foi um não bem-educado. Mantive o contato com o professor enquanto tentava alternativas nos EUA, Canadá e Inglaterra. Recebi muitos nãos. Mas continuava tentando e mantendo contato com todos os pesquisadores que conhecia.

Esse processo durou de abril a agosto de 2013. Quando ia começar outra lista com minhas opções 31 a 60, recebi um e-mail justamente da minha primeira opção, perguntando se eu ainda tinha interesse em vir para Montreal. Claro!!! Fizemos uma entrevista via Skype e recebi a carta de aceite da universidade em setembro. Alguns amigos meus que foram para outras universidades precisaram provar a proficiência no idioma, por meio de um teste padrão (TOEFL, por exemplo). No meu caso, a entrevista por Skype serviu para comprovar a minha proficiência no idioma.

Precisei também de duas cartas de referência. Acho que foi muito importante a oportunidade que a FGV-EAESP nos dá por meio dos Cursos de Inverno, que nos possibilitam estudar com professores do exterior. Eu consegui duas cartas de referências de professores de universidades americanas, estudando com eles no Brasil. Acho que isso foi crucial para que o meu supervisor me aceitasse.

Quando cheguei aqui, toda a minha vida ficou voltada para o estágio: nada de trabalho meio-período, nada de turismo pelo Canadá. O foco é mostrar serviço e conseguir um estágio pós-doutoral!

No dia em que conheci meu supervisor canadense levei um livro de sua autoria para ser autografado (não ia deixar a oportunidade passar).

Dicas

  • Planeje com antecedência: como citei acima, já sabia desde o início do curso que precisaria estudar fora do país, então já comecei a busca por um supervisor desde aquela época;
  • Não fique esperando: o estágio doutoral é seu e a tese é sua. Então, não fique de braços cruzados esperando seu orientador ou sua universidade te darem dicas e indicações de quais são as melhores universidades, quais são os requisitos, com quem entrar em contato. Corra atrás das informações;
  • Faça uma lista de prioridades: conseguir o estágio doutoral não é fácil. Você não pode ter só uma opção de professor/universidade. Eu pesquisei muito quais eram os maiores e melhores pesquisadores na área e fiz uma lista de 1 até 30 (acreditem!) de opções que poderiam “casar” com meu interesse de pesquisa;
  • Faça um e-mail personalizado pra cada universidade/ orientador: não mande um e-mail padrão para todas as suas opções. Mostre que você conhece o trabalho do professor e do laboratório em que quer trabalhar, cite como a pesquisa dele/a casa com seus interesses e mostre que tem capacidade de ajudar em pesquisas. Ter algum artigo publicado fora do país (em congressos ou periódicos) ajuda muito;
  • Persista: você vai receber muitos nãos até conseguir o sim. Não conheço colegas que conseguiram um estágio com só um e-mail ou uma conversa.

Acredito que essa é uma oportunidade única na vida de um pesquisador. Eu vim pra cá sem bolsa de estudos, me preparei financeiramente para esse ano no exterior. Mas se você precisar, para algumas áreas existem as opções da CAPES e do CNPq, além das agências de fomento estaduais, como a FAPESP em São Paulo. Se você for de uma das áreas prioritárias, pode tentar também uma bolsa do Ciência sem Fronteiras.

Veja mais informações sobre o estágio doutoral no site da CAPES.

Boa Sorte!

Lilian é doutoranda em Administração e pesquisadora-visitante na Concordia University, estudando temas relacionados ao comportamento do consumidor e psicologia evolucionista. Imigrou para Montreal em janeiro de 2014 com o marido e sua filha Beatriz, de 6 anos.

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Lilian Carvalho

Por: Lilian Carvalho

Lilian é doutoranda em Administração e pesquisadora-visitante na Concordia University, estudando temas relacionados ao comportamento do consumidor e psicologia evolucionista. Imigrou para Montreal em janeiro de 2014 com o marido e sua filha Beatriz, de 6 anos. [ email . website . facebook . linkedin ]

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