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Doors Open: conheça Toronto por dentro

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- Post atualizado em: 3 jun 2013

Cerca de 150 edifícios, entre igrejas, prédios governamentais, casas históricas, bancos, hotéis, escolas, empresas e museus abrem as portas ao público neste fim de semana de 25 e 26 de maio para mais uma edição do Doors Open.

Fort York

Fort York

Costuma ser no último fim de semana de maio, quando o tempo está naquele ponto ideal:  sol e calor, mas não demais, e uma brisa gostosa de primavera. Todos os anos, eu preparo minha máquina fotográfica, um par de tênis bem confortável, mapa na mão e saio a bater perna por Toronto visitando os prédios que fazem parte do Doors Open. É o meu evento favorito! Por dois dias, eu me transformo em turista na cidade onde moro há quase dez anos. Foi assim que conquistei uma certa intimidade com Toronto, aprendi muito sobre a sua história e descobri algumas jóias que não aparecem nos guias turísticos.

Durante o Doors Open, mais de uma centena de edifícios de importância histórica, arquitetônica, religiosa ou cultural são abertos ao público para visitação. Há prédios do governo, teatros, escolas, agências bancárias, casas históricas, templos religiosos, fábricas e até cemitérios. É uma oportunidade para conhecer por dentro muitos cartões postais da cidade: a prefeitura de Toronto, que tanto lembra o Congresso Nacional em Brasília; a velha prefeitura, logo ao lado; o Osgoode Hall, na esquina da University Avenue com a Queen Street, uma espécie de palácio da Justiça da província; e o Queen’s Park, a sede do governo e do parlamento do Ontário.

Nesta expedição exploradora pela cidade há muitas surpresas. Como o cofre com uma porta de aço que pesa 40 toneladas escondido no subsolo do One King Street West Hotel and Residence. Construído em 1914, o prédio foi a sede do banco Toronto Dominion, por isso a presença do cofre, até ser transformado em hotel de luxo em 1999.  Também na King Street West fica a Commerce Court, outra sede de banco construída no início do século XX. O monumental hall de entrada foi inspirado nas Termas de Caracalla, em Roma. Prepare sua câmara porque é de tirar o fôlego.

Para uma vista privilegiada da cidade, a melhor pedida é ir ao imponente prédio do Canada Life, na University Avenue, onde é possível ir até o observatório no 17º andar. Ao lado fica a encantadora Campbel House, uma das construções mais antigas da cidade. A casa estava para ser demolida quando, em 1972, foi transportada inteirinha, da localização original, na rua Adelaide, para a esquina da Queen com University para ser preservada.

Quem quiser saber como vivia uma família de classe média na segunda metade do século XIX pode ir à Mackenzie House, (82 Bond St.), a residência de Willian Mackenzie, o primeiro prefeito de Toronto. Voluntários usando trajes da época recebem os visitantes e dão muitas informações curiosas sobre os objetos expostos e o dia-a-dia dos antigos moradores.

Já a Courtyard House (2087 Davemport Road – fundos) é a autêntica representante de uma tendência cada vez mais dominante nas grandes cidades: um antigo depósito numa área industrial transformado numa residência super moderna e charmosa.

Uma vantagem de participar do Doors Open é que muitas atrações da cidade, que normalmente são pagas, no fim de semana do evento podem ser visitadas de graça. É o caso do Fort York, a Black Creek Pioneer Village e o Museu Gardiner de Cerâmica. É também uma excelente oportunidade para conhecer outras comunidades religiosas e aprender sobre elas. Sinagogas, mesquitas, templos budistas, igrejas católicas, ortodoxas, protestantes e anglicanas abrem suas portas e todos são bem recebidos.

Há muita coisa para ver e o ideal é ir até o website do Doors Open, ler sobre os prédios que fazem parte do evento e escolher aqueles que mais interessam. O Toronto Star costuma publicar um suplemento especial com um mapa e uma breve descrição dos edifícios. Já a prefeitura disponibiliza uma aplicativo (também através do website) para quem quiser ter um guia no telefone celular.

Eu não perco um Doors Open desde 2004 e aqui vão algumas das minhas recomendações:

  • St. George Greek Orthodox Church – 197 St. John Street – a arquitetura e as pinturas que decoram a igreja são belíssimas. Pena que não é permitido fotografar.
  • R.C. Harris Water Filtration Plant – 2701 Queen Street East – fica longe do centro, no final leste da linha do streetcar da Queen. Provavelmente a visita até lá vai tomar a tarde inteira, mas vale a pena. A estação de tratamento de água é dos anos 30 e está em pleno funcionamento. O prédio, em estilo Art Deco, é por si só uma jóia. A localização, com uma vista maravilhosa do lago Ontário é mais um motivo para incluir a estação na sua lista.
  • Corus Quay – 25 Dockside Drive – A sede do grupo Corus Entertainment, que inclui a YTV, Oprah Winfrey Network (Canada) e W Network, é o escritório onde todos gostariam de trabalhar. O hall central do prédio inclui um formidável escorregador que vai do mezanino até o térreo, um jardim vertical e portas que abrem direto para a Sugar Beach e os seus guarda-sóis cor-de-rosa à beira do lago.
  • Redpath Sugar Museum – 95 Queens Quay East – mal dá para acreditar que no centro de Toronto existe um gigantesco depósito que contém uma verdadeira montanha de açúcar. O produto é trazido bruto, de navio,  de várias partes do mundo, inclusive do Brasil, e processado nas instalações da Redpath, em pleno Harbourfront. A visita ao museu da companhia é com certeza muito interessante, mas nada bate poder xeretar dentro do depósito. Com sorte, pode ser que um navio tenha chegado há pouco tempo e a montanha esteja lá à disposição das câmaras fotográficas.
  • CityTV/OmniTV Building – Dundas Square – A fila pode ser grande, mas flui rápido e dá acesso às instalações das duas estações de TV. Se você sempre teve curiosidade de conhecer uma redação de telejornal, os estúdios, as ilhas de edição e de descobrir como é feita a previsão do tempo, essa é a sua chance.

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Por: Patricia Almeida

Patricia Almeida nasceu em Curitiba e começou a carreira de jornalista na TV Paraense, emissora filiada à Rede Globo, na capital paranense. Depois mudou-se para São Paulo, onde foi coordenadora de produção do Jornal Hoje, editora-executiva do SPTV e editora de texto do programa “Mais Você”, também na Rede Globo. Foi ainda produtora de documentários da Rede SescSenac. Veio para o Canadá em 2003 e durante 8 anos foi produtora de programas em língua portuguesa da OMNI TV. Além de colaborar escrevendo para o OiToronto, é também responsável por manter o Instagram do blog atualizado com belas fotos. [ email ]

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